A tradição da avó Lua
A Lua muito
cultuada pelos nossos ancestrais como a grande Deusa que inspira romances, nos
remete a sua magia, seu poder, conhecida por diversos nomes como Vó Lua, La
Luna, Mama Quilla, Jahe,(indígena Araweté/Ipixuna) tem função primordial como e
âncora da terra responsável por ciclos das plantas, das marés, fertilidade,
intuição, introspecção, e também nossos ciclos menstrsuais, no humor da mulherada
e não menos as estações do ano.

A lua em
relação ao nosso Sagrado nos remete a nosso eu interior, intuição, Inspiração,
acolhimento, emoções, psiquismo, fertilidade, sombras, também é cíclica como nós
mulheres sem esquecer da menstruação que geralmente nos remete a nós e o que
estamos passando nessa fase de nossa caminhada.
A lua aparece
centrada principalmente nas culturas matrifocais que faziam seus rituais para a
fertilidade, louvando a deusa, onde eram saudadas, como exemplo, tanto a Vó
Lua, quanto a mãe terra Gaia, Pachamama, em suas diversidades de nomes
dependendo da cultura e grupo social, as meninas aprendiam com as mais velhas e também estudavam através de
seus corpos, conheciam a importância do sangue
Sagrado que emanava do seu útero, e tudo que preparava para sua idade adulta,
do quanto era importante esse sangue voltar para terra.

No entanto
estamos resgatando as verdadeiras faces da lua com a reconexão de quem somos e
onde queremos chegar, resgatando a Lua como uma verdadeira aliada para diversas
questões de expansão de consciência, busca do conhecimento interior,
conhecimentos esotéricos e astrológicos, e mesmo questões ocultas e que de uma
certa forma eram meio que escondidas e mesmo apagadas para que não
encontrássemos as grandes facetas de sua ciclicidade interligadas com nossas próprias.
Estamos todas conectadas com a Vó Lua e nossa mãe terra, com a natureza e nosso
útero que representa a criação, transformação, renascimento e uma consciência
que nossas ancestrais tanto lutaram para que tivéssemos essa grande
oportunidade em nosso desabrochar, e agora estamos com a oportunidade desse
grande resgate da Verdadeira mulher que existe no interior de cada uma.
Convido-as a acompanharem a próxima postagem que falará especificamente
das fases da lua e a ciclicidade feminina para que possamos juntas nos religar à
nossa mestra interior e enxergar o horizonte de possibilidades a nossa frente.
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Texto Andreza Freitas terapeuta do Sagrado Feminino e parte do comando do Templo Polimata Boituva